O distrito de Primavera, que integra o município de Sorriso (MT), recebeu a instalação do Banco Vermelho, símbolo internacional de conscientização e combate à violência contra a mulher. A iniciativa busca chamar a atenção da sociedade para um problema grave: o feminicídio e as diversas formas de agressão enfrentadas por mulheres.
No distrito, o banco representa mais do que um elemento simbólico. Ele se torna um espaço de memória, alerta e reflexão para a comunidade, reforçando a necessidade de enfrentar a violência e promover a proteção às mulheres.

Durante a reportagem, conversamos com a vereadora Silvana Perin, uma das representantes do Legislativo municipal, que destacou a importância da iniciativa e reforçou o papel da sociedade e do poder público no enfrentamento à violência.
Segundo a parlamentar, a instalação do Banco Vermelho no distrito representa um gesto de compromisso e conscientização para toda a comunidade.
“Em Sorriso, levantar a voz contra a violência não é sobre protagonismo, é sobre proteger vidas e dar voz a mulheres que muitas vezes ainda têm medo de falar”, afirmou.
A vereadora também destacou a importância de ampliar a participação feminina na política e em cargos de liderança. Para ela, quando mulheres ocupam espaços de poder, contribuem diretamente para a construção de políticas públicas mais justas e representativas.
“Quando mulheres ocupam espaços de decisão, ajudam a construir políticas mais justas, representam melhor a sociedade e inspiram outras mulheres e meninas a acreditarem que também podem chegar lá. Ampliar a presença feminina na liderança significa fortalecer a democracia, promover mais igualdade e construir uma sociedade mais representativa e humana”, ressaltou.

A presença do Banco Vermelho no distrito de Primavera reforça o compromisso da comunidade e das lideranças locais em manter o debate ativo e promover ações concretas de enfrentamento à violência contra a mulher em Sorriso. O símbolo passa a ser também um lembrete permanente de que a defesa da vida e da dignidade das mulheres deve ser uma responsabilidade coletiva.
Por: Josué Fernandes
Revisão textual: Juliana Lindoski